sábado, 9 de junho de 2007

Uma cauda muito loooooooooooooooonga!

Se lhe perguntassem que porcentagem dos 3,7 milhões de títulos da Amazon.com vendem pelo menos um exemplar por trimestre, o que você responderia?

Bem, se você não leu o livro de Chris Anderson, A cauda longa (The long tail, no original em inglês), o que você responderia? 20% (por aquela regra de 80/20), 40%, 50%?...

Uma pergunta muito parecida deu origem ao livro citado, quando Anderson, em janeiro de 2004, respondeu 50%.

Sabe quanto? 98% (valor estimado)! Isso mesmo: 98% dos títulos da Amazon.com vendem apenas um exemplar por trimestre.

Sim, ao contrário do que possa pensar quem tem um comércio físico, onde a venda de 20% dos itens representa aproximadamente 80% do faturamento, a “nova economia” (lembra-se desta expressão?) se comporta de modo radicalmente diferente. Estamos passando de uma economia de hits (lembra-se dos “40 principais”?), de sucessos, massificada, a uma economia de nichos.

Antes, o mercado de hits (sucessos) era enorme e o de nichos, mínimo. Agora, o de nichos está superando o mercado de hits.

Será que não haverá mais superstars, mega-sucessos?

O certo é que estamos vivendo numa economia crescente em variedade e quase infinita em produtos.

Deixarei que você mesmo (a) procure o livro, o leia e em seguida reflita sobre o enorme impacto que isso tem e terá em sua vida, na vida de sua família, em seus negócios.

Convido você a voltar aqui e colocar neste blog alguns desses pensamentos, para que possamos refletir juntos.

Mas, hoje, me concentrarei nas três forças que, interagindo, dão lugar à “cauda longa”: Faça, promova e ajude-me a encontrá-lo (a).

Faça, a primeira força, está relacionada com a democratização das ferramentas de produção.

Uma delas é o computador pessoal, o popular PC. Hoje em dia uma quantidade crescente de pessoas pode fazer o que antes estava restrito apenas a um grupo seleto de profissionais. Milhões de indivíduos têm a capacidade de produzir pequenos filmes ou álbuns de música, livros, pensamentos, desenhos de camiseta, sei lá, tudo!

Como diz Anderson, “o resultado é que o universo de conteúdo disponível hoje está crescendo mais rapidamente que em qualquer outra época”.

A segunda força, promoção está relacionada à democratização das ferramentas de distribuição. Embora o PC tenha possibilitado a cada um de nós produzir conteúdo, somente com a Internet pudemos fazer com que outros usufruam dele ou padeçam com ele. “O PC nos transformou em produtores”, diz Anderson, “mas foi a Internet quem transformou a todos em distribuidores”.

Por último, a terceira força, “ajude-me a encontrá-lo (a)”, une a oferta à demanda. Aqui, os produtores-distribuidores temos à disposição ferramentas que nos permitem fazer com que os consumidores de nossos produtos possam nos encontrar.

Bem, chegamos ao meu negócio.

O negócio de unir o que você produz, digital ou não, seja um produto ou um serviço, em qualquer parte do mundo onde você estiver, aos consumidores que você desejar, estejam onde estiverem, a um custo incrivelmente baixo. Este tipo de marketing se chama Search Engine Marketing. O marketing que utiliza as ferramentas de busca (Google, Yahoo!, MSN etc.) para conectar os usuários que estão buscando o que você oferece.

Um exemplo do Uruguai: sabe-se que Punta del Este vive um boom imobiliário.

Projetos milionários em dólares estão sendo construídos. Os edifícios estão lá, em Punta, e em algum lugar estão os potenciais compradores.

Bem ali, onde estejam, estamos colocando a informação que permitirá a um espanhol, de Madrid, que tenha se aposentado e queira viver em um lugar onde sua aposentadoria lhe renda mais, ou que queira adquirir uma propriedade que lhe assegure uma renda, encontre este projeto, se informe e entre em contato com os responsáveis por sua comercialização.

Isto acontece hoje, neste minuto.

BabelTeam está no Rio, nosso cliente está em Punta del Este e os anúncios estão sendo veiculados em dez países e em três idiomas.

Deixei você pensando?

Bem, convido você a fazer algo parecido ao que todas as semanas eu mesmo faço:

Ler algo bem desafiador. Isso me ajuda a afastar mais meu nível de incompetência.

E, acredite, este livro do Chris Anderson me ajuda, e me ajuda muito.

Veja mais detalhes deste livro (em inglês) aqui.

Escrevi este post em minha empresa BabelTeam, aqui em minha casa no Rio de Janeiro, Brasil.

Obrigado por me haver acompanhado até aqui, e até a próxima!

3 comentários:

Micheline disse...

Gosto muito deste conceito de cauda longa, que sempre utilizei intuitivamente em minha produção de bijuterias:tinha poucos ítens de cada artigo e um moooooooooonte de artigos diferentes que sempre encontravam seu destinatário. Bom saber que estas coisas estão sendo pensadas e ordenadas teoricamente.
MC

O Blog do Jorge Aldrovandi disse...

Sim... é assim... você já aplicaba por intuição.

Anônimo disse...

o que eu estava procurando, obrigado

Minha Seleção